{"id":4253,"date":"2023-07-14T09:09:31","date_gmt":"2023-07-14T12:09:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindmetalsa.org.br\/?p=4253"},"modified":"2023-07-14T09:09:31","modified_gmt":"2023-07-14T12:09:31","slug":"movimento-negro-unificado-completa-45-anos-de-luta-contra-o-racismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/br01.clst1804.huntidata.com.br\/~sindmetalsaorg\/2023\/07\/14\/movimento-negro-unificado-completa-45-anos-de-luta-contra-o-racismo\/","title":{"rendered":"MOVIMENTO NEGRO UNIFICADO COMPLETA 45 ANOS DE LUTA CONTRA O RACISMO"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>FONTE: AG\u00caNCIA BRASIL<\/strong> <strong>\/<\/strong> <strong>Por Ludmilla Souza <\/strong>\/ <strong>Foto: Fernando Fraz\u00e3o <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Movimento Negro Unificado (MNU) completou na semana passada 45 anos de hist\u00f3ria de lutas em defesa do povo negro em todos os aspectos pol\u00edticos, econ\u00f4micos, sociais e culturais. O pr\u00f3prio lan\u00e7amento p\u00fablico foi hist\u00f3rico: o ato de funda\u00e7\u00e3o do MNU, em 7 de julho de 1978, reuniu mais de duas mil pessoas em frente \u00e0s escadarias do Theatro Municipal de S\u00e3o Paulo, em plena Ditadura Civil-Militar (1964-1985), cena que entrou para a hist\u00f3ria do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As atividades do movimento dialogam com o conceito Sankofa, originado de um prov\u00e9rbio tradicional entre os povos de l\u00edngua Akan da \u00c1frica Ocidental, que diz: se wo were fi na wosan kofa a yenki, que pode ser traduzido por \u201cn\u00e3o \u00e9 tabu voltar atr\u00e1s e buscar o que esqueceu\u201d, e representa o olhar para o passado para a constru\u00e7\u00e3o de um futuro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao longo da hist\u00f3ria, o MNU tem avan\u00e7ado com a pauta antirracista, a come\u00e7ar com a defini\u00e7\u00e3o do que \u00e9 ser negro, explica a integrante da coordena\u00e7\u00e3o nacional do movimento, Simone Nascimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;\u201cO MNU contribuiu na compreens\u00e3o de v\u00e1rias quest\u00f5es, inclusive com o IBGE, com o pr\u00f3prio reconhecimento de negro na sociedade, tirando aquelas varia\u00e7\u00f5es de tom de peles que existiam e que faziam parte do mito da democracia racial. Nos levou \u00e0 compreens\u00e3o de que a popula\u00e7\u00e3o negra \u00e9 a maioria no Brasil e, portanto, precisa de repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, pol\u00edticas p\u00fablicas pensadas na supera\u00e7\u00e3o do racismo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O feminismo negro \u00e9 outra frente, completa Simone. \u201cO movimento contribuiu com a compreens\u00e3o da tripla explora\u00e7\u00e3o contra a mulher negra e portanto, contra todas as mulheres, com prote\u00e7\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o sexual, o machismo e a desigualdade salarial. Ent\u00e3o, o MNU pauta essa quest\u00e3o do feminismo, o movimento de mulheres negras brasileira \u00e9 reconhecido internacionalmente\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mais uma contribui\u00e7\u00e3o \u00e9 na \u00e1rea da educa\u00e7\u00e3o,&nbsp;por meio da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2007-2010\/2008\/lei\/l11645.htm\"><strong>Lei n\u00ba 11.645\/2008<\/strong><\/a>,&nbsp;que&nbsp;estabelece as diretrizes e bases da educa\u00e7\u00e3o nacional, para incluir no curr\u00edculo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da tem\u00e1tica \u201cHist\u00f3ria e Cultura Afro-Brasileira e Ind\u00edgena\u201d&nbsp;nas escolas de ensino fundamental e m\u00e9dio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO MNU debateu em muitos f\u00f3runs de educa\u00e7\u00e3o o que significava o direito \u00e0 mem\u00f3ria, ent\u00e3o a pr\u00f3pria lei, de ensino de hist\u00f3ria africana e ind\u00edgena, que ainda n\u00e3o foi implementada plenamente, \u00e9 uma vit\u00f3ria constru\u00edda a partir desses debates\u201d, destaca Simone.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outra frente, defendida desde a funda\u00e7\u00e3o, \u00e9 o combate \u00e0 pris\u00e3o de negros a partir do racismo. \u201cA quest\u00e3o de que toda pris\u00e3o \u00e9 uma pris\u00e3o pol\u00edtica, no sentido da necessidade do desencarceramento da popula\u00e7\u00e3o negra no Brasil e do combate \u00e0 genocidade negral que o MNU combateu desde o in\u00edcio, quando denunciou o racismo vivido por jovens do Clube Regatas Tiet\u00ea e tamb\u00e9m pelo Robson Silveira da Luz, um trabalhador que cuja morte, por policiais racistas, originou o nascimento do MNU\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dos fundadores do movimento, Jos\u00e9 Ad\u00e3o Oliveira, elenca as bandeiras que o MNU defende. \u201cO MNU contribuiu expondo&nbsp;suas faixas&nbsp;e lutando em todos os espa\u00e7os pela democracia e igualdade racial, pela diversidade sexual, contra a viol\u00eancia policial e discrimina\u00e7\u00e3o racial, pelo item cor&nbsp;no censo do IBGE em 1980, pelo Dia Nacional da Consci\u00eancia Negra, celebrado em 20 de novembro, pela hist\u00f3ria e cultura negra na educa\u00e7\u00e3o&nbsp;e pelo Parque Hist\u00f3rico Cultural-Quilombo dos Palmares\/Serra da Barriga\u201d.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FONTE: AG\u00caNCIA BRASIL \/ Por Ludmilla Souza \/ Foto: Fernando Fraz\u00e3o O Movimento Negro Unificado (MNU) completou na semana passada 45 anos de hist\u00f3ria de lutas em defesa do povo negro em todos os aspectos pol\u00edticos, econ\u00f4micos, sociais e culturais. 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