{"id":5915,"date":"2024-06-28T10:47:17","date_gmt":"2024-06-28T13:47:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindmetalsa.org.br\/?p=5915"},"modified":"2024-06-28T10:47:17","modified_gmt":"2024-06-28T13:47:17","slug":"dia-do-orgulho-lgbtqia-pais-tem-longa-historia-de-luta-por-direitos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/br01.clst1804.huntidata.com.br\/~sindmetalsaorg\/2024\/06\/28\/dia-do-orgulho-lgbtqia-pais-tem-longa-historia-de-luta-por-direitos\/","title":{"rendered":"Dia do Orgulho LGBTQIA+: pa\u00eds tem longa hist\u00f3ria de luta por direitos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cVisibilidade\u201d \u00e9 a palavra-chave que atravessa a hist\u00f3ria de luta <strong>LGBTQIA+<\/strong> no<strong> Brasil<\/strong>. Nem nos momentos mais violentos e autorit\u00e1rios, como a ditadura militar, houve sil\u00eancio, covardia, in\u00e9rcia. Nas tentativas de formar encontros nacionais entre 1959 e 1972; na cria\u00e7\u00e3o do <strong>Grupo Somos<\/strong>&nbsp;e dos jornais <strong>Lampi\u00e3o da Esquina <\/strong>e <strong>ChanacomChana,<\/strong> em 1978; no levante de l\u00e9sbicas do<strong> Ferro\u2019s Bar<\/strong> em 1983&nbsp;e na press\u00e3o de anos para retirar a homossexualidade do rol de doen\u00e7as, concretizada em 1985, houve protagonismo, mobiliza\u00e7\u00e3o e&nbsp;luta.<img decoding=\"async\" width=\"2\" height=\"2\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1601621&amp;o=node\"> <img decoding=\"async\" width=\"2\" height=\"2\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1601621&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com esse hist\u00f3rico, chama a aten\u00e7\u00e3o que a principal data de celebra\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+ no pa\u00eds seja o 28 de junho, que faz refer\u00eancia a uma revolta ocorrida em 1969 na cidade de <strong>Nova York.<\/strong> Na ocasi\u00e3o, frequentadores do S<strong>tonewall Inn<\/strong>, um dos bares<em>&nbsp;gays<\/em>&nbsp;populares de <strong>Manhattan<\/strong>, reagiram a&nbsp;uma opera\u00e7\u00e3o policial violenta, pr\u00e1tica habitual do per\u00edodo. A resist\u00eancia virou um marco do movimento LGBTQIA+ por direitos nos <strong>Estados Unidos (EUA)<\/strong> e passou a ser comemorada em muitos outros pa\u00edses, incluindo o Brasil, como o <strong>Dia Internacional do Orgulho LGBT+.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pesquisadores e ativistas ouvidos pela reportagem da&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>&nbsp;entendem que a revolta em Nova York virou um s\u00edmbolo internacional muito mais pela for\u00e7a geopol\u00edtica e cultural dos Estados Unidos, do que pelo fato de ter sido o principal evento do tipo no mundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAs datas podem e devem ser celebradas. Mas nem tudo come\u00e7a em Stonewall e nem tudo se resolveu l\u00e1. S\u00e3o muitos outros epis\u00f3dios que precisam ser lembrados para que a gente tenha uma mem\u00f3ria mais coletiva, plural, democr\u00e1tica e diversa sobre as lutas da comunidade LGBTQIA+\u201d, explica <strong>Renan Quinalha,<\/strong> professor de <strong>Direito da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp)<\/strong> e presidente do <strong>Grupo&nbsp;Mem\u00f3ria e Verdade LGBTQIA+, do Minist\u00e9rio dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC).<\/strong> \u201cA gente acaba tendo a\u00ed uma for\u00e7a do imperialismo norte-americano cultural. Isso invisibiliza alguns marcos dom\u00e9sticos, nacionais, que a gente precisa celebrar tamb\u00e9m como avan\u00e7os, conquistas e refer\u00eancias de mem\u00f3ria nessa constru\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da comunidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para a historiadora <strong>Rita Cola\u00e7o, ativista LGBTQIA+ e diretora diretora-presidente&nbsp;do Museu Bajub\u00e1.<\/strong> \u00e9 preciso olhar menos para os EUA&nbsp;como refer\u00eancia e valorizar elementos pr\u00f3prios do movimento brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO mito de Stonewall vai sendo constru\u00eddo a posteriori. Se voc\u00ea pega a imprensa brasileira, faz uma pesquisa na hemeroteca da Biblioteca Nacional, n\u00e3o tem nada, n\u00e3o se fala disso. At\u00e9 nos anos 70, no final dos 70, quando chega o Lampi\u00e3o, voc\u00ea n\u00e3o v\u00ea Stonewall com essa refer\u00eancia toda, com esse peso todo que ele vai adquirindo nos anos seguintes\u201d, diz Rita. \u201cPara ser fiel \u00e0 hist\u00f3ria, n\u00e3o se pode dizer que Stonewall foi a primeira revolta, nem que deu in\u00edcio \u00e0 luta pelos direitos LGBT. Isso \u00e9 uma inverdade nos Estados Unidos e no mundo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEnt\u00e3o, a gente precisa se apropriar do nosso passado, do nosso patrim\u00f4nio, dos nossos registros, dos nossos vest\u00edgios, dos nossos acervos, reverenci\u00e1-los, se orgulhar deles e lutar para que eles sejam salvaguardados, restaurados, preservados, para que as nossas datas, as datas das nossas lutas sejam rememoradas, sejam dadas a conhecer. \u00c9 esse trabalho que eu, junto com v\u00e1rios outros pesquisadores pelo <strong>Brasil <\/strong>adentro, venho\u00a0fazendo, procurando sensibilizar as pessoas para a import\u00e2ncia da nossa hist\u00f3ria\u201d, complementa Rita.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Acompanhe as principais not\u00edcias no site da Ag\u00eancia Brasil: <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/\">https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil \u201cVisibilidade\u201d \u00e9 a palavra-chave que atravessa a hist\u00f3ria de luta LGBTQIA+ no Brasil. 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